quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Planeta habitável próximo ao sistema solar pode ter oceano

Um planeta rochoso descoberto na zona "habitável" da estrela mais próxima do nosso Sistema Solar, a 'Proxima Centauri', pode estar coberto de oceanos, afirmaram cientistas do instituto de pesquisa francês CNRS nesta quinta-feira.
Uma equipe de pesquisadores, incluindo astrofísicos do CNRS, calculou o tamanho do planeta apelidado 'Proxima b', assim como as propriedades da sua superfície, e concluíram que este pode ser um "planeta de oceanos" semelhante à Terra.
Cientistas anunciaram a descoberta do 'Proxima b' em agosto, e disseram que este pode ser o primeiro exoplaneta (planeta fora do nosso Sistema Solar) a ser visitado, um dia, por robôs da Terra.
O planeta orbita dentro de uma zona "temperada" da sua estrela 'Proxima Centaur'i, localizada a 'apenas' 4,2 anos-luz da Terra.
Estima-se que o 'Proxima b' tem uma massa de cerca de 1,3 vezes a da Terra e que orbita a cerca de 7,5 milhões de km da sua estrela - cerca de um décimo da distância a que orbita Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol.
"Ao contrário do que se poderia esperar, tal proximidade não significa necessariamente que a superfície do 'Proxima b' seja muito quente" para a água existir na forma líquida, disse um comunicado do CNRS.
'Proxima Centauri' é menor e 1.000 vezes mais fraca do que o nosso Sol, o que significa que o 'Proxima b' está exatamente na distância certa para as condições serem potencialmente habitáveis.
"O planeta pode muito bem conter água líquida em sua superfície e, portanto, também algumas formas de vida", disse o comunicado.
O tamanho de exoplanetas é geralmente calculado medindo a quantidade de luz que eles bloqueiam, a partir da perspectiva da Terra, quando passam na frente da sua estrela hospedeira.
Mas nenhum trânsito deste tipo do 'Proxima b' foi observado ainda, então a equipe teve que confiar em simulações para estimar a composição e o raio do planeta.
Eles calcularam que o raio é de entre 0,94 e 1,4 vez o da Terra, que é de 6.371 km, em média.
Presumindo um raio mínimo de 5.990 km, o planeta seria muito denso, com um núcleo metálico que corresponde a dois terços de toda a massa do planeta, envolvido por um manto rochoso.
Caso exista água na superfície, esta corresponderia a 0,05% da massa total do planeta, indicou a equipe. Não é muito diferente da Terra, onde essa porcentagem é de 0,02%.
No cenário em que o 'Proxima b' é maior, com um raio de 8.920 km, sua massa seria dividida, em partes iguais, entre um centro rochoso e a água circundante.
"Neste caso, o 'Proxima b' seria coberto por um único oceano líquido, de 200 km de profundidade", disse o CNRS.
"Em ambos os casos, poderia haver uma atmosfera fina e gasosa cercando o planeta, como na Terra, tornando o 'Proxima b' potencialmente habitável", concluiu o instituto.

Ciclistas fazem manifestação em frente a casa de João Doria

Grupo reivindica a continuidade do programa de expansão de ciclovias na cidade 
Da Agência Brasil

Grupo deitou no chão em frente a casa de João DoriaTiago Queiroz/Estadão Conteúdo
Dezenas de ciclistas fizeram na noite desta quarta-feira (5) uma manifestação em frente a casa do candidato eleito à prefeitura de São Paulo, João Dória Jr. Os ciclistas partiram por volta das 19h30 da avenida Paulista e foram até o Jardim Europa, área nobre da capital paulista, onde reside Doria.
Os ciclistas entregaram uma carta a um dos seguranças da casa de Doria, em que reivindicaram a continuidade do programa de expansão de ciclovias na cidade e pedem que o futuro prefeito se comprometa com a manutenção dos atuais 400 kms da malha cicloviária da cidade.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta quarta, João Doria disse que não vai ampliar a rede cicloviária, a não ser em “real necessidade”, e que manterá apenas as ciclovias que têm movimento de ciclistas e que não foram construídas sobre calçadas. Segundo ele, serão feitos estudos para avaliar quais ciclovias serão eliminadas.
“Firmando esse compromisso, o futuro prefeito conseguirá diminuir a quantidade de mortes junto aos ciclistas no trânsito”, diz o texto da carta. “Caso ainda não tenha sido convencido, e insista que ciclovias sem ciclistas devem ser removidas, considere que uma calçada vazia, sem pedestres constantes, também deverá ser retirada”.
Em frente a casa de Doria, os ciclistas deitaram no chão simbolizando os usuários de bicicletas mortos no trânsito da capital paulista e gritaram palavras de ordem como “Fica, ciclovia”, “nenhum metro a menos”, e “poderia ser seu filho”. Os manifestantes gritaram ainda “Desacelera, Doria”, em referência ao tema da campanha eleitoral do candidato eleito, “acelera, São Paulo”.
Os ciclistas pediram a continuidade do Plano de Mobilidade Urbana, publicado pela Secretaria de Municipal de Transportes em abril de 2015 e que previa o planejamento de construção de uma malha cicloviária de 1.500 kms na capital até o ano de 2030.
De acordo com os seguranças da casa de Doria, o candidato eleito não estava na residência. A reportagem não conseguiu localizá-lo.

Doria volta atrás e agora diz que paulistano pagará IPTU 2017 mais caro

Prefeito eleito diz que precisará corrigir imposto pela inflação, em torno de 7,23%
    Fernando Mellis, do R7*

Doria se comprometeu a congelar tarifas de ônibus e tributo, mas promessa tem "poréns"Eduardo Enomoto/R7
O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou atrás sobre uma declaração que havia dado na segunda-feira (3), a respeito do aumento de impostos na cidade. Na ocasião, ele disse que congelaria a passagem de ônibus e os tributos municipais em 2017.
— Vamos falar de maneira clara: com taxas e impostos em 2017, [não haverá] nenhuma mudança, provavelmente depois também. Mas vamos ser claros: eu tenho responsabilidade, e a minha responsabilidade me dá o direito e a oportunidade de afirmar quem em 2017 não teremos nenhum aumento de impostos ou de taxas e nenhum aumento de tarifas. Ao longo do ano vamos verificando e conversando, mas minha índole não é para criação de impostos.
Porém, questionado pelo R7 nesta quarta-feira (5), o tucano disse que o IPTU terá que ser corrigido pela inflação, o que, na prática, significa um aumento no valor a ser pago pelos paulistanos no começo do ano que vem.
— Quando eu me referi [aos impostos], eu falei claramente que não haveria aumento. E não vai haver aumento. Aumento é aumento real [acima da inflação].
Ele classificou como “um entendimento equivocado” a promessa de que o IPTU ficaria congelado. 
— A tarifa de ônibus, essa não será mexida nem mesmo na correção inflacionária. Ela será mantida até o final de 2017. Os impostos, o prefeito não pode deixar de fazer a correção, isso é lei. A correção inflacionária tem que ser feita. Não vai haver aumento de impostos, nem aumento de taxas, nem novos impostos, nem novas taxas.
A correção ao qual Doria se refere é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que deverá fechar 2016 em 7,23%, de acordo com o último Boletim Focus, do Banco Central. O Orçamento 2017 enviado pelo prefeito Fernando Haddad à Câmara Municipal já prevê esse reajuste de IPTU, que deverá totalizar R$ 8,18 bilhões em arrecadação no próximo ano.
A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico e aguarda resposta sobre uma eventual legislação que discipline o aumento do IPTU com base na inflação. Porém, é importante saber que neste ano, o imposto foi reajustado em 9,5%, abaixo da inflação (10,67%, em 2015). Na gestão de Gilberto Kassab, o imposto também chegou a ser corrigido em patamar inferior ao IPCA. 
O Orçamento de Haddad para 2017 prevê arrecadação de R$ 24,98 bilhões com tributos. Um terço disso é oriundo do IPTU.
Essa não é a primeira contradição do prefeito eleito. Durante a campanha, ele falou em mais de uma ocasião que manteria a tarifa de ônibus congelada em R$ 3,80 nos quatro anos de mandato. Mas na última segunda-feira, o discurso mudou.
— Cada dia com a sua agonia. Vamos falar do primeiro ano. No primeiro ano, nenhuma mudança. Eu preciso estar vivo também, vamos devagar. Não posso responder por quatro anos. Posso responder por este primeiro ano.
Uma vez que mantém a tarifa de ônibus congelada, a prefeitura é obrigada a aumentar os subsídios para as empresas, já que os custos da operação crescem. São Paulo aguarda há mais de um ano e meio pela nova licitação do transporte público. Os novos contratos deverão impor uma margem de lucro menor para as concessionárias, algo que poderá baixar o custo final do serviço ao município. 
A prefeitura prevê repassar subsídios de R$ 1,8 bilhão às empresas de ônibus no ano que vem. No entanto, a atual gestão não descartava um eventual aumento da tarifa. 

Moro manda transferir ex-assessor de Palocci que tentou suicídio em cela da PF

Branislav Kontic foi detido no mesmo dia que o ex-ministro e ingeriu 40 comprimidos
Agência Estado
 

Kontic foi para o Hospital Santa Cruz para acompanhamento médicoSUELLEN LIMA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
O juiz federal Sérgio Moro determinou a transferência do antigo assessor do ex-ministro Antonio Palocci da Superintendência da Polícia Federal no Paraná para o Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde estão os presos da Operação Lava Jato. Preso na Operação Omertá na última semana de setembro — que também deteve Palocci —, Branislav Kontic tentou suicídio na cela da PF, ingerindo 40 comprimidos no sábado (1º).
Brani, como é conhecido, foi levado ao Hospital Santa Cruz, em Curitiba, "para acompanhamento médico e a realização de exames", segundo a PF. Ao pedir autorização para remover Brani, o delegado Igor Romário de Paula argumentou que no Complexo Médico, o ex-assessor de Palocci ficará "sob acompanhamento especializado e a disposição deste juízo". Na segunda-feira (3), Moro autorizou o deslocamento de Brani para o Complexo Médico Penal. 
A investigação da Omertà afirma que Palocci, com "importante e constante auxílio" de Branislav Kontic atuou em favor dos interesses do Grupo Odebrecht, entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal.
Segundo o Ministério Público Federal, a atuação do ex-ministro se deu inclusive no período em que exerceu relevantes funções públicas, envolvendo constante interlocução e diversos encontros.
A força-tarefa da Lava Jato aponta que e-mails e anotações apreendidos durante a operação indicam que os acertos de pagamentos das contrapartidas eram tratados entre Antônio Palocci em reuniões presenciais.
Os encontros, de acordo com a Procuradoria da República, foram realizados "por diversas vezes" nos endereços residencial e profissional do ex-ministro - agendadas por intermédio de contato telefônico ou por e-mail com seu assessor, Branislav Kontic. Além do auxílio de Kontic, apurou-se que o recebimento dos recursos ilícitos contou também com a atuação de Juscelino Dourado, seu ex-assessor.

Saques da poupança voltam a superar depósitos e saldo negativo da caderneta já ultrapassa os R$ 50 bi em 2016

Em setembro, as retiradas da caderneta foram R$ 2,3 bilhões maiores do que as aplicações

Do R7

Neste ano, a caderneta não teve saldo positivo em nenhum mêsThinkstock
Os saques da poupança superaram os depósitos em R$ 2.351.704 ao longo do mês de setembro e fizeram com que o saldo negativo da caderneta ultrapassasse os R$ 50 bilhões ao longo dos nove primeiros meses de 2016.
O resultado, divulgado nesta quinta-feira (6), pelo BC (Banco Central), mostra que no mês passado foram aplicados 146.272.498 e retirados 148.624.202 na caderneta.
Com o volume maiores de saques em setembro, a poupança segue sem nenhum resultado positivo neste ano, sendo que o maior déficit foi apurado em janeiro (- R$ 12.031.621), e o menor em julho (- R$ 1.115.287).
No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o saldo negativo da caderneta já bate o valor de R$ 50.539.096, com R$ 1.415.212.951 aplicados e R$ 1.465.752.047 retirados do investimento.
Com o resultado negativo de setembro, o déficit da poupança neste ano quase se aproxima dos R$ 53.567.867 registado ao longo de todo o ano passado. Cabe ressaltar que o mês de dezembro tende a ter um volume de aplicações maior em função do recebimento do 13ª salário por parte dos trabalhadores.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o saldo negativo da aplicação foi R$ 2,9 bilhões menor, já que em setembro de 2015 o saldo negativo da caderneta foi de R$ 5.293.369.
O desempenho no mês passado só não foi pior porque no último dia útil de setembro ingressaram R$ 10.726.144 e foram retirados apenas R$ 6.879.173 da caderneta, fazendo com que o saldo positivo do dia fosse de R$ 3.625.640.
A contínua e acentuada deterioração da caderneta se dá por conta da piora do cenário econômico, com a alta da inflação e do aumento do desemprego. Além disso, outros investimentos se tornaram mais atrativos ao apresentarem rentabilidade maior. A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial) — esse cálculo vale para quando a taxa básica de juros, a Selic, está acima de 8,5% ao ano e atualmente está em 14,25% ao ano.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Clientes do HSBC são integrados pelo Bradesco no dia 8

A partir de segunda (10), fachadas das agências terão marca do Bradesco.
Aquisição foi concluída em julho por R$ 16 bilhões.


Os clientes do banco HSBC passam a ser integrados pelo Bradescoa partir deste sábado (8). A partir de segunda-feira (10), as fachadas do HSBC passarão a contar apenas com a marca do Bradesco, informou a assessoria de imprensa do banco ao G1.

A aquisição do HSBC Brasil pelo Bradesco foi concluída em julho pelo valor de R$ 16 bilhões. Com o negócio, o Bradesco assumiu todas as operações do HSBC no Brasil, incluindo varejo, seguros e administração de ativos, bem como todas as agências e clientes.
 

Recomendações aos clientes

O Procon-SP recomenda que os clientes do HSBC fiquem atentos e, caso não tenham os contratos de serviços ou produtos adquiridos, solicitar cópia ao banco. Desta forma, poderão conferir e reclamar se houver alguma mudança nas condições acordadas: pacote de serviços, taxas, linhas de crédito, fundos de investimentos etc.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC) o contrato não pode ser alterado unilateralmente, toda mudança deve ser informada previamente ao consumidor.

O Procon também recomenda atenção à consulta de extratos para verificar se não há cobranças indevidas.

O cliente que se sentir prejudicado pode registrar reclamação na ouvidoria do banco, Banco Central e no Procon de sua cidade

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Greve dos bancários completa 30 dias e iguala marca de 2004, diz sindicato

  • Joka Madruga/ Futura Press/ Estadão Conteúdo
A greve dos bancários completa 30 dias de duração nesta quarta-feira (5) e é a mais longa paralisação nacional da categoria, segundo o Sindicado dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. É a mesma duração da greve de 2004, quando houve a primeira campanha nacional unificada entre funcionários de bancos públicos e privados.
Antes da unificação, a greve mais longa foi em 1951, com 69 dias de paralisação.
De acordo com a Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), 13.104 agências e 44 centros administrativos estavam com as atividades paralisadas até a noite de terça-feira (4). "O número representa 55% do total de agências de todo o Brasil", disse a entidade.
A Federação Nacional de Bancos (Fenaban), que representa as empresas, diz que não faz levantamento das agências paradas. 

O que os bancários pedem

Os trabalhadores reivindicam:
  • Aumento de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%;
  • Participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90;
  • Piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24);
  • VAles alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880);
  • Décimo quarto salário;
  • Fim das metas abusivas e do assédio moral.
Atualmente, os bancários recebem piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria).
A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário, acrescido de R$ 2.021,79, e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4.043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia.

O que os bancos ofereceram

A Fenaban, em nota, informou que apresentou três propostas aos representantes dos sindicatos.
"A mais recente foi apresentada na última quarta-feira (28), na qual a entidade ofereceu aumento no abono para R$ 3.500, mais 7% de reajuste salarial, extensivo aos benefícios. Propôs ainda que a Convenção tenha duração de dois anos, com a garantia, para 2017, de reajuste pela inflação acumulada e mais 0,5% de aumento real".
Segundo a federação, o total apresentado na proposta para 2016 "garante aumento real [acima da inflação] para os rendimentos da grande maioria dos bancários e é apresentada como uma fórmula de transição, de um período de inflação alta para patamares bem mais baixos".

Última negociação fracassou

A proposta mais recente apresentada pela Fenaban foi no dia 28 de setembro, de aumento de 7% e abono de R$ 3.500, com aumento real (acima da inflação) de 0,5% para 2017. A última assembleia realizada pela categoria em São Paulo, na segunda-feira (3), decidiu pela continuação da greve.
"Os banqueiros ganharam R$ 30 bilhões de lucro líquido no primeiro semestre. Os bancos têm a maior taxa de juros do mundo, a do cheque especial é 350% anual, cartão de crédito é 470% de juros anual, e eles se recusam a dar um reajuste para a categoria que sequer repõe a inflação", disse Juvandia Moreira, presidente do sindicato de São Paulo, que afirmou que "os bancos não estão em crise".
"Se eles não tivessem dinheiro, se o setor estivesse em crise, tudo bem, nós concordaríamos em fazer uma negociação diferente, mas não está em crise o setor. Eles têm, no mínimo, que aumentar esse reajuste, o que eles não estão fazendo", disse. Segundo a presidente, os bancos cortaram mais de 8.000 postos de trabalho no primeiro semestre e as demissões ocorreram sem nenhuma necessidade. 
A expectativa, de acordo com Juvandia, é que os bancos chamem para a negociação e mudem as propostas. A Fenaban disse que não há data para a próxima reunião.

Consumidor é obrigado a pagar contas

A greve dos bancos não tira do consumidor a obrigação de pagar as contas em dia, alerta a Proteste Associação de Consumidores. A entidade orienta os consumidores a utilizar meios alternativos para quitar seus compromissos.
As opções incluem caixas eletrônicos, internet banking, o aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes, que são as casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.
Para evitar multas, o consumidor deve ficar atento aos prazos de vencimento das contas. Se o cliente não tiver acesso ou não souber usar as opções acima, a Proteste sugere entrar em contato com a empresa credora para negociar uma nova data do vencimento.
Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) poderão retirar, como de costume, o dinheiro nos caixas eletrônicos. Já os aposentados e pensionistas que recebem pela Caixa Econômica Federal só poderão retirar o benefício nas casas lotéricas, diz a entidade.