sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O Segundo Sol vai chegar? Novo planeta dá fôlego a teorias da



 


conspiração



  • Indícios de novo planeta foram anunciados por cientistas em janeiro, mas para alguns se trata de lendas antigas
    Indícios de novo planeta foram anunciados por cientistas em janeiro, mas para alguns se trata de lendas antigas
Nibiru, Hercólubus, Segundo Sol, Nêmesis. Você com certeza já ouviu falar de pelo menos um destes termos astronômicos – nem que seja na música popular. Cássia Eller à parte, as teorias que envolvem tais nomes apresentam diferenças, mas combinam em um ponto: um corpo celeste se aproxima da Terra e causa transformações em nosso planeta. A tese foi bastante divulgada até 2012 (lembra do "fim do mundo"?), mas depois foi deixada de lado. Agora, ganhou novo fôlego com os indícios de um novo planeta em nosso Sistema Solar. Mas do que se trata?

"A Nasa esconde da gente"

Elizabeth Garcia tem 51 anos e trabalha em uma clínica de estética na região da avenida Paulista, em São Paulo. Em parte das horas vagas, se dedica a pesquisar sobre Nibiru (para ela, todos os termos se referem ao mesmo objeto) e divulgar na internet. A página do Facebook da qual é dona ("Nibiru – O Segundo Sol") começou como um arquivo pessoal para guardar supostas fotos do "Segundo Sol", mas agora tem quase 13 mil seguidores e quatro administradores.
Nos contatos preliminares com a reportagem, ela deixa logo claro: "não é lenda urbana, é fato". A certeza dela veio após uma dica da irmã sobre o assunto, observações em Itanhaém (SP) e pesquisas em supostos sites fechados pela Nasa. O argumento de Elizabeth, por sinal, passa pelo mesmo de toda teoria conspiratória e é parecido com os que acreditam na Terra Plana: "a Nasa esconde da gente", afirma ela ao UOL.
Elizabeth faz parte dos crédulos de que Nibiru (ou Segundo Sol) é uma estrela anã-marrom, um corpo celeste com pouco brilho, que se aproxima da Terra. A aproximação seria a responsável por mudanças climáticas e atividades da natureza, como terremotos. Para ela, é exatamente ele o suposto novo planeta apontado por cientistas.
Arquivo pessoal
Foto tirada por Elizabeth mostra suposto "Segundo Sol" - para astrônomo consultado pelo UOL, não passa de um buraco entre as nuvens por onde a luz passa
"Nós achamos que é o planeta Nibiru, mas que eles estão tentando dar uma forma de divulgar para a gente isso", alega, para depois dizer que o corpo não deve colidir com a Terra, como antes alguns fanáticos apontavam. "Ele não vai colidir, vai fazer sua passagem pelo Sistema Solar e vai afetar todos os planetas. Teremos mais terremotos, vulcões, tsunamis, secas, inversões dos nossos polos. São coisas que já vêm acontecendo", diz, baseada em sua pesquisa particular na internet. 
De fato, a sua página vai além da simples discussão sobre Nibiru e divulga também qualquer dado relacionado a eventos da natureza na Terra. A comunidade é dinâmica: de acordo com Elizabeth, há gente de todas as idades e até quem aparece só para chamá-la de louca, mas também quem participa enviando imagens.

"Loucura total"

Mike Brown, o principal responsável pelo estudo recente que dá fortes indícios de um suposto novo planeta no nosso Sistema Solar, afirmou ao UOL, que a lenda de Nibiru e afins é "loucura total". Quem vai na mesma linha é o astrônomo brasileiro Renato Las Casas, chefe de astronomia do Icex da UFMG (Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais).
"Este corpo, nessas condições, não existe. Acreditamos que o Sistema Solar atingiu um equilibro pelo menos para os grandes corpos. Um planeta causar uma grande perturbação, como maremotos e afins, não tem a mínima chance. A gente já estaria vendo esse planeta há muito tempo. Na ciência a gente nunca pode dizer que algo é impossível, mas têm algumas coisas que é viajar na maionese", opina ao UOL, também refutando a tese da Nasa esconder a informação.
Frederic J. Brown/AFP
Mike Brown, responsável pelo estudo do novo planeta, diz que lendas de Nibiru e afins são "loucura"
"A Nasa esconder uma coisa como um corpo enorme perto da Terra é impossível. Não é só a Nasa que obtém essa informação, existem outras pessoas e instituições mundo afora. Mas poxa, o pessoal da Nasa também é gente, são humanos. Guardar um segredo desse? Impossível", afirma Las Casas.
O fato de Nibiru, nos moldes defendidos por alguns grupos, ser impossível para Las Casas não quer dizer, contudo, que outro corpo celeste grande não apareça. Para o astrônomo, é possível existir um planeta longínquo, mas não em rota de passagem pela Terra. O astrônomo da UFMG ainda deixa claro que a ciência estuda inúmeras possibilidades de fim do mundo, mas nenhuma envolvendo um corpo como o "Segundo Sol".
"Fim do mundo é quase certo. Vai ser daqui 4,5 bilhões de anos, quando o Sol virar uma estrela vermelha. Agora, o fim da humanidade, se não se espalhar por outros planetas, vai vir muito antes disso. A ciência cita umas 20 possibilidades para isso, sendo que algumas teriam origem astronômica. Uma delas pode ser a colisão de um grande corpo com nosso planeta. Não um outro planeta, mas talvez um grande asteroide", conta Las Casas.

Imaginário popular

Os dois astrônomos têm suas opiniões sobre o motivo da astronomia atrair tanto interesse e teorias diferentes, algumas delas conspiratórias. Para Mike Brown, é porque "faz parte da nossa vizinhança". Já Las Casas acredita que é porque o campo remete a "questões transcendentais" (de onde viemos? Para onde vamos?). Não à toa, alguns dos nomes citados no início do texto fazem parte da cultura popular.
A teoria do "Segundo Sol", eternizada na voz de Cássia Eller, faz menção ao nosso Sistema Solar ser binário, com o Sol ligado a uma outra estrela. Já Hercólubus está relacionado a um livro do ocultista V. M. Rabolú que prevê um corpo que estaria se aproximando da Terra e que foi o responsável por destruir Atlântida, a cidade perdida, há milhares de anos.
Nêmesis seria um objeto grande que atrairia cometas para a Terra e explicaria destruições em massa do nosso planeta, mas foi praticamente descartado após a sonda Wise, da Nasa, não achar nada do tipo. Nibiru, por sua vez, tem sua origem em supostos escritos dos sumérios traduzidos pelo arqueólogo Zecharia Sitchin que mostrariam uma interação de antigas civilizações com seres humanoides deste planeta, chamados "anunnaki".
Um dos poucos cientistas que supostamente defendeu a aproximação de um corpo celeste grande causador de transtornos na Terra foi o chileno Carlos Muñoz Ferrada, que diz que seria um "planeta-cometa", por ter massa planetária e órbita de um cometa. A ciência, por enquanto, não provou nenhuma dessas teorias. 


 por que os planetas sempre têm formato arredondado?

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  • JPL-Caltech/Ames/Nasa
    Embora seja comum dizer que os planetas são redondos, isso não é exatamente verdade
    Embora seja comum dizer que os planetas são redondos, isso não é exatamente verdade
Já reparou que a maioria dos objetos descobertos no Universo tem o formato de uma esfera? Pense nos planetas, luas e estrelas... Todos são arredondados.
Os planetas são formados por aglomeração de matéria (como gases e poeira) que antes estava espalhada pelo espaço e que, por conta da força da gravidade, é atraída para um centro de gravidade comum.
Quanto maior o objeto, ou seja, quanto mais massa ele tiver, maior será seu campo gravitacional e mais redondo ele tende a ser, porque todas as partículas são fortemente atraídas pelo núcleo. 
A força da gravidade age sobre toda matéria e faz com que as partículas atraídas acabem colidindo umas com as outras, criando uma massa quente e fluida. Com o passar do tempo, essa massa esfria, formando uma superfície esférica.

A forma perfeita

A esfera é considerada a forma geométrica mais estável que existe na natureza --ela é a única figura onde todos os pontos da superfície estão na mesma distância em relação ao núcleo e se atraem da mesma maneira em todas as direções.
Nos planetas, que possuem massas enormes e força gravitacional muito forte, esse equilíbrio é especialmente importante por que garante que nada que esteja na superfície seja sugado para o centro.
A esfera também é a forma que demanda menos energia das partículas para ser "modelada". O princípio da "mínima energia" permeia toda a natureza, principalmente os corpos com muita massa, como é o caso dos planetas.
Por outro lado, alguns objetos são tão pequenos, que não possuem campo gravitacional suficiente para aglomerar matéria. 
Outra explicação é que muitos corpos pequenos acabaram por se solidificar antes de adquirir o formato redondo.

Mas a Terra é redonda?

Embora seja comum dizer que a Terra e outros planetas são redondos, isso não é exatamente verdade. Na maioria das vezes, eles são levemente achatados nos polos, o que vai contra a ideia de esfera perfeita. 
No caso da Terra, isso acontece por causa do movimento de rotação (que corresponde a volta que o planeta dá em torno de si mesmo). 
Imagine que o nosso planeta é uma bola de gelatina. Quando viramos essa bola ao redor de um eixo, à medida que a velocidade aumenta, a bola começa a se achatar e a região equatorial fica mais "gordinha". 
Isso acontece por que o objeto não é absolutamente rígido e perfeito --a Terra tem rochas na superfície que estão constantemente mudando e tem um interior pastoso e quente, ou seja, não parece nada com "uma bola de bilhar".
Quanto maior a velocidade da rotação, mais achatada a bola maleável ficará.
Especialistas consultados: Jorge Honel, físico da USP; Cláudio Bevilacqua, físico e diretor do Observatório Astronômico da UFRGS; e Rodrigo Nemmen, professor do IAG/USP

FGTS libera R$ 21,7 bilhões para financiamento da casa própria

Ronny Santos/Folhapress
SAO PAULO, SP, BRASIL, 25-04-2015 FEIRAO CAIXA DA CASA PROPRIA - Caixa Economica Federal realiza o feirao da casa propria no pavilhao de exposicoes do Anhembi. (Foto: Ronny Santos/Folhapress), AGO-CIDADES ***EXCLUSIVO AGORA *** EMBARGADA PARA VEICULOS ONLINE *** UOL E FOLHA.COM CONSULTAR FOTOGRAFIA DO AGORA *** FOLHAPRESS CONSULTA FOTOGRAFIA AGORA *** FONES 3224 2169 * 3224 3342 ***
Feirão da casa própria realizado pela Caixa em 2015

O Conselho do Fundo de Garantia (FGTS) liberou R$ 21,7 bilhões a mais para aumentar as linhas de financiamento para a compra da casa própria.
Os recursos vão para linhas que vão beneficiar principalmente a construção de imóveis novos e para financiar imóveis de trabalhadores com conta no Fundo.
O aumento dos recursos do FGTS para o crédito imobiliário deverá compensar as perdas que essas linhas de financiamento tiveram a partir do ano passado com a redução dos depósitos da caderneta de poupança. Uma parte do que é depositado na poupança é canalizada para financiar a construção e a compra de imóveis.
O ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rossetto, afirmou que o aumento em quase 25% do orçamento total do fundo será "uma contribuição importante" para a oferta de crédito e a geração de empregos no país, prevendo que os recursos novos nas linhas podem gerar a construção de 140 mil imóveis.
Os novos recursos liberados pelo FGTS são de duas linhas de crédito. Serão R$ 11,7 bilhões para aumentar o financiamento direto aos compradores de imóveis, sendo que a maior parte, R$ 8,2 bilhões, vão ser usados na chamada linha Pró-Cotista.
Essa linha de crédito é para trabalhadores com renda acima de R$ 6,5 mil poderem comprar imóveis entre R$ 225 mil e R$ 750 mil (os valores podem variar a depender da região). As taxas de juros para a compra de imóvel por essa linha (TR + 8,66% ao ano) não foram modificadas.
Outra parte do dinheiro será usada pelos bancos para comprar as chamadas CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários). Nesse caso, os bancos captam o recurso no Fundo, remunerando-o a 7,5% ao ano, e podem comprar essas certificados, emitidos pelas construtoras, sobre o qual exigem juros maiores.
As construtoras usam esses recursos para construir imóveis novos, mas também podem usá-los para financiar a compra de imóveis já construídos.
Segundo o secretário-executivo do FGTS, Quenio Cerqueira, os R$ 10 bilhões para a compra de CRI é o maior orçamento que essa linha já teve do FTGS e serão distribuídos na medida dos pedidos.
Caso o valor pedido seja maior que o orçamento, ele será distribuído na proporção que os bancos têm de participação no financiamento imobiliário. Bancos privados reclamaram da regra alegando que a Caixa, que tem cerca de 2/3 desse mercado, ficaria com a maior parte.
"Não há benefício para A ou B. Essa é a regra do fundo", explicou Quenio.
CONSIGNADO
O Secretário do FGTS explicou também que os conselheiros seriam informados sobre o andamento da Medida Provisória feita pelo governo para permitir que os trabalhadores deem como garantia para empréstimos consignado recursos que estão depositados no Fundo. O Congresso ainda não analisou o pedido.
Segundo ele, não caberá ao conselho decidir sobre isso já que é necessária alteração na lei para permitir e que, por isso, os conselheiros foram apenas informados sobre o andamento e os benefícios da medida. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Conselheira do Cade rejeita empresa de Silvio e Edir; veja o que está em jogo

REPRODUÇÃO/RECORD
Os futuros sócios Edir Macedo e Silvio Santos em encontro no Templo de Salomão, em 2015 - Reprodução/Record
Os futuros sócios Edir Macedo e Silvio Santos em encontro no Templo de Salomão, em 2015
DANIEL CASTRO - Publicado em 24/02/2016, às 06h08 - Atualizado às 13h19

O tribunal do Cade começou hoje (24) a julgar a criação de uma nova empresa que poderá tornar sócios os concorrentes Silvio Santos, Edir Macedo e Amilcare Dallevo. Relatora do processo no órgão de defesa da concorrência, a conselheira Cristiane Alkmin apresentou parecer contrário à criação da joint venture, que uniria as rivais SBT, Record e RedeTV! em uma estratégia para negociar conjuntamente o sinal digital das três redes junto às operadoras de TV por assinatura. A conselheira recomendou a reprovação da criação da empresa por considerar que ela será prejudicial ao assinante de TV paga. 
Cristiane Alkmin confrontou totalmente parecer da Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que em outubro havia aprovado a joint venture sem restrições. Para a conselheira, é "legítimo" o direito das emissoras de negociar seus sinais digitais. "O problema é negociar de forma conjunta", disse na sessão, transmitida pela internet. Cristiane disse ser "curioso e duvidoso" que SBT e Record não consigam negociar seus sinais separadamente.
A conselheira embasou seu volto no "bem-estar do consumidor final". Para ela, a negociação conjunta não "agrega valor" para o assinante, e a relação custo-benefício será desfavorável a ele.
Segundos as operadoras de TV paga, a negociação em conjunto do sinal de SBT, Record e RedeTV! tende a aumentar os preços dos pacotes (veja abaixo). A relatora do Cade concordou com essa previsão. Ela citou o que aconteceu nos Estados Unidos. Disse que lá os preços dos pacotes subiram até 40% com a cobrança dos sinais das TVs abertas.
Cristiane Alkmin também pediu à Superintendência-Geral do Cade que averigue se a Globo negocia seu sinal de TV aberta em conjunto com outros 39 canais da Globosat, através da empresa G2C.
O julgamento da joint venture apenas começou. O conselheiro Alexandre Macedo pediu vistas do processo, que retomará à pauta do Cade em até 90 dias. Veja o que está em jogo:
1) União contra a Globo: a joint venture consolida juridicamente uma coalizão improvável até alguns anos atrás. Começou a ser costurada há pouco mais de dois anos, quando Record, SBT e RedeTV! se juntaram para viabilizar a entrada no Brasil do instituto de pesquisas GfK, concorrente o Ibope. O principal alvo é a Globo, que detém quase metade da audiência da TV aberta, mais de 70% das verbas de publicidade e boa parte das receitas de programação em TV por assinatura. A nova empresa, no entanto, não deverá interferir na competitividade entre Record, SBT e RedeTV!. Documentos prevêem a adoção de uma governança corporativa, com administrador "independente", que não poderá fornecer informações de uma emissora para a outra.
2) União contra Net e Sky: Juntas, Record, SBT, e RedeTV! detêm 17% da audiência de todos os canais pagos e abertos disponíveis nas operadoras de TV paga (considerando-se somente os abertos, a participação das três é de 35%). É uma audiência bastante relevante, que as operadoras não podem abrir mão, porque o assinante pode cancelar o serviço se não tiver mais, por exemplo, o sinal do SBT. A ideia é que as três redes sejam negociadas em pacotes, ou seja, que para ter o SBT, a operadora terá que levar também RedeTV! e Record. Isso fortalecerá as três redes em um mercado em que apenas duas operadoras, Net/Claro e Sky, possuem 83% dos assinantes. A negociação de pacotes de canais é prática comum no mercado.
3) TV por assinatura mais cara: Fontes ligadas às três redes estimam que elas poderão faturar de R$ 350 milhões a mais de R$ 1 bilhão por ano cobrando por seus sinais digitais, algo que se tornou possível com a nova legislação do setor, de 2011, e já praticado pela Globo. Isso quer dizer que os pacotes de TV por assinatura poderão ficar mais caros para o assinante. Uma outra hipótese é a manutenção do preço da assinatura, mas com a redução do número de canais fechados para compensar o custo das operadoras com os sinais de SBT, Record e RedeTV!. Os advogados das três redes afirmam que a cobrança do sinal digital por parte da Globo não teve impacto no preços dos pacotes aos assinantes (e que o mesmo deve ocorrer com elas, ou seja, as operadoras têm de absorver os custos).
4) Práticas abusivas: A criação da joint venture entre as três redes vem sendo duramente combatida no Cade pela ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), pelas operadoras (principalmente a Sky), por programadoras (como a Fox) e pela NeoTV, associação que reúne as pequenas empresas de TV a cabo. Elas argumentam que Record, SBT e RedeTV! adotarão práticas abusivas nas negociações. Como detêm 17% da audiência da TV por assinatura, têm poder para cobrar preços altos. Teme-se, por exemplo, que elas exijam R$ 15 mensais por assinante. Em relatório enviado ao Cade, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) constata que a joint venture fortalece as três redes diante das gigantes Net/Claro e Sky, mas oferece alto risco para as pequenas operadoras. As operadoras não querem absorver novos custos nem perder assinantes. As programadoras não querem ver seus canais fora dos pacotes para cederem espaço às redes abertas. Os advogados da futura empresa negam a intenção de praticar preços abusivos. Argumentam que não têm "poder de barganha excessivo" diante de empresas que controlam 83% do mercado.
5) Mais investimentos em conteúdo: Se conseguirem arrecadar R$ 1 bilhão por ano com a cobrança de seus sinais, as três redes terão uma receita hoje equivalente a todo o faturamento anual do SBT. Amilcare Dallevo Jr., presidente da RedeTV!, estima que as redes poderão dar um salto em tecnologia e produção de programas apenas com metade dessa receita. A joint venture também prevê o lançamento de novos canais por assinatura. Cada rede terá 33,3% de participação na empresa, mas suas receitas serão proporcionais ao preço cobrado por seus sinais. Em tese, conforme prevê acordo de cotistas, o SBT não saberá quanto a Record pedirá por seu sinal, e vice-versa
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Original: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/mercado/conselheira-d-cade-rejeita-empresa--de-silvio-e-edir-veja-o-que-esta-em-jogo-10543#ixzz416ruaDD5 
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Facebook vai além do "curtir" e lança globalmente novos ícones de emoções


Recurso divulgado em outubro do ano passado, o Facebook lançou nesta quarta-feira (24) em todo o mundo o Reactions, um conjunto de cinco novos emojis que ampliam as respostas emocionais na rede social. Além do polegar do "curtir", você poderá agora expressar amor (coração), risos, surpresa, tristeza e indignação.
Para adicionar uma reação, você vai manter pressionado o botão "Curtir" no celular ou passar o mouse sobre o botão na versão desktop do Facebook para ver as opções. A novidade deverá ser lançada aos poucos para todos os usuários.
Como isso será medido? Agora em vez de apenas um número de curtidas, haverá um número total a todas as reações, além dos respectivos emojis usados pelas pessoas para reagir ao conteúdo do post em questão.
Segundo Sammi Krug, gerente de produto do Facebook, por mais de um ano a empresa vem pesquisando a receptividade ao recurso com grupos focais e enquetes para determinar os tipos de reações que as pessoas gostariam de usar mais. "Temos testado o Reactions em alguns mercados desde o ano passado e temos recebido um feedback positivo até agora", disse.
Krug também falou que a novidade poderá impactar na forma como veremos as atualizações. "Nosso objetivo com o feed de notícias é mostrar as histórias que mais importam para você. Inicialmente, tal como fazemos quando alguém gosta de um post, se alguém usa uma reação, vamos inferir que eles querem ver mais desse tipo de post. (...) Com o tempo, esperamos aprender como as diferentes reações pesarão de formas diferentes no feed para fazer um trabalho melhor ao mostrar as histórias que as pessoas mais querem ver".
O gerente também mandou um recado para quem lucra com o Facebook. "Vemos isso como uma oportunidade para as empresas e editores entenderem melhor como as pessoas estão respondendo ao seu conteúdo. Proprietários de páginas serão capazes de ver as reações a todas as suas mensagens. Terá o mesmo impacto sobre o fornecimento de anúncios em função de curtidas. Vamos gastar tempo aprendendo com este lançamento e usar o feedback para melhorar".
Você já conseguiu ter acesso ao Reactions em sua conta no Facebook? Diga abaixo sua experiência na área de comentários.

Nada de "não curtir"

Ao responder sobre os constantes pedidos para que fosse criado um botão "descurtir" ou "não curtir", Mark Zuckerberg, atual CEO do Facebook, disse ser contra a ideia. "Algumas pessoas já pediram por um botão 'não curti'. Elas querem dizer que algo não é bom, mas não achamos que isso seja bom para o mundo. Então não vamos criar isso".
Entretanto, o cofundador da rede social não ignorou completamente a demanda. No ano passado, em uma sessão pública de perguntas e respostas, Zuckerberg disse: "Nós finalmente ouvimos vocês e estamos trabalhando para entregar algo que atenda às necessidades da comunidade". O Reactions parece ter sido esse "algo".

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Existe na Via Láctea algum planeta semelhante à Terra?

A pergunta é realmente difícil de ser respondida e apesar dos astrônomos já terem descobertos centenas de planetas extrassolares a dúvida principal é se existem outros planetas habitáveis, com atmosfera semelhante à nossa.
Telescopio James Webb
Engenheiro da Ball Aerospace inspeciona os seis espelhos primários do telescópio James Webb, nas dependências do Instituto Marshall, da NASA.

Para tentar responder a essa e outras perguntas, cientistas das maiores universidades e centros de pesquisa de todo mundo estão de dedos cruzados à espera do lançamento do telescópio espacial James Webb, previsto para ir ao espaço em 2018. Devido ao seu grande espelho e localização privilegiada no espaço, o James Webb Space Telescope, JWST, oferecerá aos astrônomos uma real oportunidade de encontrar as respostas para questões que há séculos desafiam os cientistas.
Atualmente, diversas pesquisas estão sendo desenvolvidas com o objetivo de determinar a habilidade do JWST em determinar a composição da atmosfera de hipotéticos planetas similares à Terra durante um trânsito planetário, quando parte da luz da estrela principal é filtrada ao passar pela atmosfera do planeta.
Segundo Wesley Traub, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e Lisa Kaltenegger, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, o JTWC poderá detectar certos gases biomarcadores, como ozônio e metano, apenas para planetas similares à Terra não muito distantes.
"Precisaremos ter muita sorte para decifrar a atmosfera dos planetas semelhantes à Terra durante o período de trânsito antes que possamos afirmar que ele é realmente similar à Terra, disse Kaltenegger. "Vamos precisar coletar dados de muitos trânsitos, talvez centenas, mesmo para estrelas tão próximas como 20 anos-luz. Sabemos que é difícil, mas caracterizar a atmosfera de planetas tão longínquos será um desafio bastante estimulante.", completou a pesquisadora.

Trânsito
Durante o trânsito o planeta extrassolar cruza a frente do disco estelar. Enquanto transita, os gases de sua atmosfera absorvem uma minúscula parte da luz da estrela, produzindo assinaturas específicas relacionadas a cada gás componente. Decompondo a luz captada em suas cores primárias, os cientistas podem identificar essas assinaturas. Essa técnica é chamada de espectroscopia e de acordo com os estudos de Kaltenegger e Traub, publicados na última semana pelo "The Astrophysical Journal", essas marcas poderão ser detectadas pelo JWST.


Diagrama esquemático mostra a técnica do trânsito planetário, largamente empregada na descoberta de planetas extrassolares.

A técnica do trânsito é de fato um desafio. Se a Terra fosse do tamanho de uma bola de basquete sua atmosfera seria tão fina como uma folha de papel, tornando o sinal resultante da absorção da luz na atmosfera incrivelmente fraco. Para dificultar ainda mais, o método só funciona quando o planeta passa à frente da estrela, tornando o estudo possível somente durante poucas horas.

Alfa-Centauro
Inicialmente, Kaltenegger e Traub consideram apenas a detecção de planetas semelhantes à Terra que orbitem estrelas iguais ao nosso Sol. Para obter um sinal detectável proveniente de um único trânsito, a estrela e seu planeta deverão estar muito próximos da Terra e a única estrela semelhante próxima o suficiente é Alfa Centauro-A. No entanto, nenhum objeto extrassolar do tamanho da Terra foi detectado em sua órbita, mas só recentemente a tecnologia tornou capaz a detecção de objetos desse tamanho.
O estudo também considera os planetas orbitando estrelas anãs vermelhas. Essas estrelas, chamada de Tipo M, são extremamente abundantes na Via láctea, até mais comum que as amarelas do Tipo-G, iguais ao Sol. Elas também são menores e mais frias, o que segundo os pesquisadores pode tornar mais fácil as observações.
Um planeta semelhante à Terra que orbitasse uma estrela igual ao Sol produziria um trânsito de dez horas a cada ano. Para acumular 100 horas de observações seriam necessários 10 anos. No entanto, um objeto similar à Terra orbitando uma anã vermelha de tamanho médio produziria um trânsito de uma hora a cada 10 dias, o que permitiria acumular 100 horas de trânsito em menos de três anos. Além disso, segundo Kaltenegger, as anãs vermelhas próximas oferecem melhores possibilidades de detecção de biomarcadores.
Na melhor das hipóteses, Alfa Centauro-A poderia abrigar um planeta semelhante à Terra que ainda não foi detectado. Assim, os astrônomos precisariam de poucos trânsitos para decifrar a atmosfera do objeto e possivelmente confirmar a existência do primeiro planeta irmão gêmeo da Terra.

Por que civilizações antigas não reconheciam a cor azul?

  • 22 fevereiro 2016
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Image captionO mar cor de vinho foi parar na memória coletiva graças a Homero
Em sua investigação sobre como a linguagem afeta a maneira como vemos o mundo, o linguista Guy Deutscher dedicou-se a um tema específico: a ausência de referências à cor azul nos textos de diversas civilizações antigas.
O primeiro intelectual a notar essa curiosidade foi o britânico William Ewart Gladstone (1809-1898), que não apenas foi quatro vezes primeiro-ministro como também um apaixonado pela obra do poeta Homero.
Apesar das maravilhosas descrições feitas por ele nos relatos A Ilíada e A Odisseia, que incluíam frases como "a aurora com seus dedos rosados", em nenhum momento o autor pintava algo de celeste, índigo ou anil.
Gladstone repassou todo os dois textos, prestando atenção às cores mencionadas. Descobriu que, enquanto o branco era mencionado cem vezes e o preto, quase 200, as outras cores não tinham tanto destaque. O vermelho era citado menos de 15 vezes e o verde e o amarelo, menos de dez.
Ele leu, então, outros escritos gregos e confirmou que o azul nunca aparecia. Concluiu que a civilização grega não tinha à época um senso de cor desenvolvido e vivia em um mundo preto e branco, com algumas pinceladas de vermelho e de brilhos metálicos.
"Eles entendiam o azul com a mente, mas não com a alma", afirma o pesquisador.

Em parte alguma

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Image captionComo descrever esta cena sem usar a palavra 'azul'?
A pesquisa de Gladstone inspirou o filósofo e linguista alemão Lazarus Geiger, que se perguntou se o fenômeno se repetia em outras culturas.
Ele descobriu que sim: no Alcorão, em antigas histórias chinesas, em versões antigas da Bíblia em hebraico, nas sagas islandesas e até nas escrituras hindus, as Vedas.
"Esses hinos de mais de dez mil linhas estão cheios de descrições do céu. Quase nenhum tema é tratado com tanta frequência. O sol e o início da madrugada, o dia e a noite, as nuvens e os relâmpagos, o ar e o éter, tudo isso é contado", afirma Geiger.
"Mas uma coisa que ninguém poderia sabia por meio dessas canções é que o céu é azul."
Geiger também notou que houve uma sequência comum para o surgimento da descrição de cores nas línguas antigas. Primeiro, aparecem as palavras para preto e branco ou escuro e claro - do dia e da noite -; logo, vem o vermelho - do sangue -; depois, é a vez do amarelo e do verde e, só ao final, surge o azul.
Mas por que o azul não apareceu antes?
"E por que deveria?", questiona o psicólogo Jules Davidoff, diretor do Centro para Cognição, Computação e Cultura da Universidade de Londres. "Por que precisariam do azul para descrever algo? Quem disse que o mar e o céu são azuis? Por acaso, eles têm a mesma cor?"

Cognição

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Image captionAlém de não ser um objeto, o mar não é sempre azul, apesar de ser tradicionalmente representado assim
Davidoff dedica-se à neuropsicologia cognitiva e a investigar a forma como reconhecemos objetos, cores e nomes. Ele fez experimentos com uma tribo da Namíbia, na África, cuja linguagem não tem uma palavra para o azul, mas possui várias para diferentes tipos de verde.
Quando mostrou a integrantes da tribo 11 quadrados verdes e um azul, não puderam achar qual era diferente, mas, se em vez de azul, o quadrado fosse de um tom de verde levemente diferente e dificilmente notado pela maioria das pessoas, era destacado imediatamente.
Na verdade, poucas coisas na natureza são azuis: uma ou outra flor de orquídea, as asas de algumas borboleta, as plumas de certas aves, a safira e a pedra luz.
No entanto, Homero estava na Grécia, um lugar que para muitos é mercado pelo azul do céu e do mar. Como podiam ignorar essa cor?
Em seus estudos, Deutscher recorreu à filha, Alma, que estava aprendendo a falar na época. Como qualquer outro pai, ele brincava com ela e a ensinava o nome de diferentes cores.
Teve, então, uma ideia para verificar o quão natural é o azul na linguagem e entender como as civilizações antigas, especialmente as que viviam no Mar Mediterrâneo, não deram um nome para a cor do céu.
Ele ensinou a Alma todas as cores, inclusive azul, mas fez com que ninguém lhe dissesse de que cor era o céu. "Quando tive certeza de que sabia usar a palavra 'azul' para os objetos, sai com elas em dias de céu azul e perguntei qual era sua cor."
Por muito tempo, Alma não respondeu. "Ela respondia imediatamente a tudo mais, mas, com o céu, olhava e parecia não entender do que eu estava falando", conta Deutscher.
"Certa vez, quando já estava muito segura e confortável com todas as cores, ela me respondeu, dizendo primeiro 'branco'. Foi só depois de muito tempo e após ver cartões-postais em que o céu aparecia azul que usou essa cor para descrevê-lo."
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Image captionPara a filha do pesquisador, o céu era branco

Necessidade

Foi assim que sua filha ensinou a ele que nada é tão óbvio quanto pensamos. "Entendi com meu coração, observando uma pessoa, não lendo livros ou pensando em povos de um passado remoto", afirma o pesquisador.
"E Alma nem sequer estava na mesma situação dos povos antigos: ela conhecia a palavra azul e, no entanto, não a usou para o céu. Compreendi que não é uma necessidade de primeira ordem dar um nome para a cor do céu. Não se trata de um objeto."
O mesmo ocorre com o mar: assim como o céu, não tem sempre a mesma cor e, acima de tudo, não é um objeto, por isso não há motivo para "pintá-lo" com uma palavra.
"Nada mudou em nossa visão. Há séculos, somos capazes de ver diferentes tons, mas não temos as mesmas necessidades", afirma o especialista. "Era perfeitamente normal dizer que o mar era preto, porque, quando está azul escuro, parece preto, e isso é suficiente nesta época. Uma sociedade funciona bem com o preto, o branco e um pouco de vermelho."
Então, por que começamos a dizer que determinadas coisas são azuis?
"Conforme as sociedades avançam tecnologicamente, mais se desenvolve a gama de nomes para cores. Com uma maior capacidade de manipulá-las e com a disponibilidade de novos pigmentos, surge a necessidade de uma terminologia mais refinada", afirma Deutscher.
"A cor azul é a última, porque, além de não ser encontrada tão comumente na natureza, levou muito tempo para fazer este pigmento."
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Image captionEgípcios tinham um termo para a cor azul por conta da sofisticação tecnológica de sua sociedade
Os egípcios antigos tinham o pigmento azul e uma palavra para nomeá-lo, por exemplo, pois se tratava de uma "sociedade sofisticada".
"O que importa não é tanto a época em que viveram, mas seu nível de progresso tecnológico. É aí que está a correlação com o volume do vocabulário para cores."
Mas não há no hebraico bíblico a palavra "kajol", que significa azul?
"Sim, mas essa palavra significava 'preto'. Tem a mesma raiz da palavra álcool, e o 'kohol' era um cosmético em pó feito com antimônio que as mulheres usavam para pintar os olhos e era preto."
Pouco a pouco, o termo foi mudando até assumir o significado que tem hoje no hebraico moderno. E este não é único caso, segundo o especialista.
"O mesmo aconteceu com a palavra 'kuanos' em grego. Homero a usa, mas significa preto ou escuro. Foi só depois que passou a significar 'azul'."