quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Brasil tem maior queda em ranking global de corrupção, diz Transparência Internacional

O Brasil caiu para o 76º lugar entre 168 países, recuando sete posições em relação a 2014
Índices acompanhados são relacionados à percepção sobre a corrupção, e não os níveis reaisThinkstock
O Brasil sofreu no ano passado a piora mais aguda na percepção pública da corrupção, disse o organismo de vigilância TI (Transparência Internacional) em relatório anual publicado nesta quarta-feira (27), que mostrou que o abuso de poder segue sendo generalizado em nível mundial.
O relatório da TI mede a percepção de corrupção e não os níveis reais devido ao sigilo envolvido nos negócios corruptos.
O Brasil caiu para o 76º lugar entre 168 países, recuando sete posições em relação a 2014. O país está sendo sacudido pelo grande escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras e outras empresas e órgãos públicos, empreiteiras e partidos e políticos, que já levou à prisão vários ex-executivos da petroleira e de empreiteiras, além de políticos.
Outros países que pioraram de posição no ano passado foram a Líbia, Austrália, Espanha e Turquia, que viu uma das quedas mais agudas em 2014 quando um escândalo de corrupção atingiu o partido governista AK.
Dois terços dos 168 países avaliados tiveram uma classificação abaixo da marca de 50 na escala da TI, onde 100 representa o melhor nível e zero a maior percepção de corrupção.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Divulgação. © Naoko Takeuchi / Kodansha / Toei Animation
Divulgação. © Naoko Takeuchi / Kodansha / Toei Animation
A terceira temporada de Sailor Moon Crystal acaba de ganhar sua primeira imagem oficial onde podemos ver o visual das dez guerreiras da lua reunidas pela primeira vez. Confira abaixo:
Sailor Moon Crystal - 3ª temporada
Divulgação. © Naoko Takeuchi / Kodansha / Toei Animation
Lembrando que nesta quarta-feira, 27 de janeiro, acontece um evento onde serão revelados o elenco de dublagem desta temporada. E no dia 26 de março, será realizado um painel do anime no evento Anime Japan 2016 onde serão reveladas mais informações sobre os novos episódios, e de um novo projeto envolvendo.
A nova temporada de Sailor Moon Crystal vai adaptar os volumes cinco e seis do mangá de Naoko Takeuchi.

A misteriosa estrutura espacial gigante invisível que intriga astrônomos

Image copyrightAlex Cherney
Image captionEstrutura misteriosa foi detectada pela primeira vez há 30 anos
Com ajuda do telescópio gigante CSIRO, o astrônomo australiano Keith Bannister passou a vasculhar o céu todas as noites em busca de uma fonte eletromagnética na constelação de Sagitário.
Ele procurava por algo na Via Láctea que fosse como uma lente transparente que distorcesse o que estava atrás dela.
E, assim, acabou encontrando uma gigantesca estrutura invisível, cuja existência só havia sido insinuada em algumas poucas ocasiões e por acidente.
Uma entidade transparente que flutua em nossa galáxia e que poderia ser a chave para resolver um dos grandes mistérios do universo.
"Para começar, não tínhamos ideia de como encontrar essa coisa. Só sabíamos que era um velho problema e que ninguém havia conseguido resolver de fato", conta Bannister.
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Trata-se de uma massa do tamanho da órbita da Terra ao redor do Sol e que pode estar a cerca de 3 mil anos luz de distância.
Segundo Bannister, esses "vultos" estão no fino gás que está entre as estrelas de nossa galáxia.
"São como um taça de vidro. Se olhar através deles, o que está atrás fica distorcido", acrescenta.
Leia também: Em fotos: O que você veria se viajasse pelo Sistema Solar Leia também: 'Quarta revolução industrial': Como o Brasil pode se preparar para a economia do futuro

Descoberta

A primeira vez que se tomou conhecimento destas estruturas foi nos anos 1980. Astrônomos observavam diariamente uma galáxia distante e viram como ela se comportava de uma forma estranha.
"Ela ficava mais e menos brilhante", conta Bannister. "No fim, não era a galáxia que se comportava assim, mas algo que estava em nossa galáxia e que funcionava como uma lente."
O tempo passou, a tecnologia avançou, e esta equipe de cientistas australianos - que não trabalhou com os pesquisadores de 30 anos atrás - "caçou" um destes corpos estranhos.
Seu descobrimento foi publicado neste mês na revista Science. "Isso podia mudar radicalmente as ideias que temos sobre este gás interestelar", diz Bannister.
"Tudo depende do que descobriremos a seguir e da forma exata que tenha."
Se a estrutura for lisa, como uma folha de papel, não será tão relevante. Mas, se for oval, como uma avelã...
"Se tiver esta forma e isso se dever à gravidade, isso poderia ser a solução de um dos grandes problemas da astronomia, que é onde está toda a matéria normal do universo", explica o astrônomo.
Na astronomia, há ao menos dois problemas não solucionados: um é a matéria escura e outro é a matéria bariônica.
"E isso não é matéria escura", garante Bannister.
Leia também: Americano congelado na neve é ressuscitado com técnica que esquenta sangue
Image copyrightArtem Tuntsov
Image captionIlustração mostra como seria a matéria transparente encontrada por cientistas

'Grande experiência'

"Os astrônomos pensam que 4% do universo é composto por essência, átomos das coisas com as quais somos feitos, você, eu, a Terra, o Sol... coisas normais", explica.
"O problema é que nós, astrônomos, não podemos encontrar essas coisas normais que pensamos que devem estar por aí. Estão perdidas, e não sabemos onde", destaca.
Se a estrutura que acabam de descobrir tiver a forma de uma avelã ou de uma bola de tênis, então, é provável que toda essa essência ou bárions estejam escondidas dentro destas lentes.
Mas Bannister está cauteloso. "Não estou seguro de nada até que consigamos medi-la."
Por enquanto, ele desfruta da satisfação de ter encontrado essa estrutura que deixam muitos astrônomos, inclusive ele, desconcertados.
"Tenho três filhos e, todo dia, íamos para o telescópio e eu ficava recebendo os dados com meus filhos sentados em meu colo. Eles me perguntavam o que estava acontecendo, e eu mostrava para eles a informação, que eles não compreendiam", relata.
"Mas eu estava emocionado, e eles estavam emocionados por causa dos belos dados que o telescópio nos estava oferecendo. Isso foi uma grande experiência."

O homem que precisa avisar a polícia com 24 horas de antecedência que pretende fazer sexo


GoogleImage copyrightGoogle
Image captionDecisão de impor ordem provisória foi tomada pela Justiça de York
Um homem na cidade de York, noroeste da Inglaterra, recebeu uma ordem judicial que determina que ele precisa avisar à polícia com 24 horas de antecedência quando quiser ter relações sexuais.
O britânico, cujo nome não pode ser revelado por motivos legais, foi absolvido em 2015 de uma acusação de ter mantido relações com uma mulher sem o consentimento dela.
Os juízes de York determinaram que a ordem provisória de risco sexual imposta em dezembro fosse estendida por mais quatro meses.
A medida exige que o homem revele à polícia qualquer atividade sexual que tenha planejado. Se ele não der o aviso poderá ser condenado até a cinco anos de prisão.
Segundo a ordem o britânico "deve revelar os detalhes de qualquer mulher incluindo seu nome, endereço e data de nascimento".
"Deve fazer isto com pelo menos 24 horas de antecedência à realização de alguma atividade sexual."
Além disso também estabelece restrições no uso que ele pode fazer da internet, telefones celulares e exige que o britânico informe à polícia caso mude de endereço.
Em uma audiência marcada para maio deve ser decidido se esta ordem provisória será transformada em decisão permanente que seria aplicada por um período mínimo de dois anos mas que poderia ser estendida por um período indefinido.
As ordens de risco sexual foram instituídas na Inglaterra e no País de Gales em março de 2015 e são medidas de caráter civil impostas por juízes a pedido da polícia.
Podem ser aplicadas a qualquer indivíduo que, de acordo com a polícia, represente algum risco de cometer um delito sexual. E também podem ser aplicadas até se a pessoa nunca foi condenada por um crime.
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sábado, 23 de janeiro de 2016

Como sabemos que tudo no mundo é mesmo feito de átomos?


(Crédito: Science Photo Library/Alamy Stock Photo)Image copyrightAlamy
Image captionA ciência conseguiu provar a existência dos átomos mesmo antes de observá-los fisicamente
Você provavelmente já ouviu dizer que toda matéria é feita de conjuntos de átomos. Você também provavelmente já sabe que é impossível vê-los a olho nu. Somos ensinados a acreditar na ideia de que os átomos estão ali, interagindo entre si e formandos os blocos que constroem nosso mundo.
Para muita gente, porém, isso não é suficiente. A ciência se orgulha da maneira como usa observações reais para desvendar os mistérios do universo. Então, como chegamos à conclusão de que os átomos existem e aprendemos os segredos de suas estruturas?
Não adianta tentar o microscópio: o que torna um objeto visível é a maneira como reflete as ondas de luz, mas os átomos são tão menores do que o comprimento de onda de luz visível que os dois não interagem. Ou seja, os átomos são invisíveis até para a luz.
Mas os átomos têm efeitos observáveis em algumas das coisas que podemos ver.
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Em 1785, o cientista holandês Jan Ingenhousz estava estudando um fenômeno estranho que ele não conseguia explicar. Partículas minúsculas de carvão se movimentavam com rapidez na superfície de um recipiente com álcool em seu laboratório.
Cerca de 50 anos depois, em 1827, o botânico escocês Robert Brown descreveu algo curiosamente parecido. Ele observava grãos de pólen com seu microscópio e notou que alguns deles soltavam pequenas partículas – que se afastavam dos grãos de uma forma agitada e aleatória.
Em princípio, Brown se perguntou se as partículas eram alguma espécie de organismo desconhecido. Ele repetiu a experiência com outras substâncias como poeira de rocha, que nunca esteve viva, e observou o mesmo movimento estranho de novo.
(Crédito: Yevgen Lyashko/Alamy Stock Photo)Image copyrightAlamy
Image captionOs átomos são tão pequenos que são invisíveis a olho nu e mesmo com microscópios comuns

Sistema planetário minúsculo

Ainda levaria quase um século para a ciência chegar a uma explicação. Albert Einstein desenvolveu uma fórmula matemática que previa esse tipo de movimento particular – então chamado de movimento Browniano, em homenagem a Robert Brown.
A teoria de Einstein era de que as partículas dos grãos de pólen se movimentavam porque estavam constantemente se chocando com milhões de moléculas minúsculas de água.
Em 1908, observações reforçadas com cálculos haviam confirmado a teoria, e em uma década os físicos conseguiram ir além. Ao separar cada átomo individual, eles começaram a entender mais sobre suas estruturas internas.
O nome vem do grego atomos, que significa indivisível. Mas os físicos já sabem hoje que os átomos não são sólidos como pequenas esferas, e sim uma espécie de sistema planetário elétrico minúsculo.
Eles são constituídos por três partes principais: prótons, nêutrons e elétrons. Pense nos prótons e nos nêutrons unidos no centro formando o “sol”, ou núcleo. E os elétrons orbitando esse núcleo, como planetas.
Se os átomos já são extremamente pequenos, essas partículas subatômicas são ainda menores. Curiosamente, a primeira partícula a ser descoberta foi a menor de todas – o elétron.
Para se ter uma ideia da diferença de tamanho, os prótons no núcleo são cerca de 1.830 vezes maiores que os elétrons. A proporção seria a mesma que pequenas bolas de gude orbitando um balão de ar quente.
(Crédito: sciencephotos/Alamy Stock Photo)Image copyrightAlamy
Image captionO físico britânico J.J. Thomson descobriu os elétrons em um experimento com um tubo de Crooks

Luminosidade

Mas como sabemos que essas partículas estão lá? A resposta é que, apesar de minúsculas, elas têm um grande impacto. O físico britânico que descobriu os elétrons, J. J. Thomson, usou um método particularmente engenhoso para provar sua existência em 1897.
Ele usou um dispositivo especial chamado tubo de Crookes – um pedaço de vidro com um formato estranho do qual quase todo o ar é retirado por uma máquina. Uma carga elétrica negativa era aplicada então em um dos lados do tubo. Essa carga era suficiente para retirar das moléculas de gás restantes no tubo alguns de seus elétrons.
Os elétrons têm carga negativa, então a carga negativa aplicada ao tubo os repelia ao outro lado. E, graças ao vácuo parcial, esses elétrons podiam sair em disparada pelo tubo sem nenhum grande átomo para atrapalhá-los pelo caminho.
A carga elétrica fazia com que os elétrons se movessem com extrema rapidez – cerca de 59.500 quilômetros por segundo – até se chocarem com o vidro no outro extremo, batendo também em outros elétrons associados aos átomos.
Surpreendentemente, as colisões entre essas minúsculas partículas geraram tanta energia que criaram uma luminosidade amarelo-esverdeada.
Se você se pergunta como esses elétrons podiam sair voando independentemente de seus átomos, isso se deve a um processo chamado ionização, no qual – neste caso – uma carga elétrica modifica a estrutura do átomo ao empurrar esses elétrons para o espaço em sua volta.
De fato, é por conta dessa facilidade em manipular os elétrons que os circuitos elétricos são possíveis. Elétrons se movimentam de um átomo a outro de um fio de cobre, carregando consigo a carga pela extensão do fio.
Os átomos, nunca é demais lembrar, não são pedaços sólidos de matéria, mas sistemas que podem ser modificados ou passar por mudanças estruturais.
 (Crédito: Feng Yu/Alamy Stock Photo)Image copyrightAlamy
Image captionAs lâmpadas elétricas acendem por causa da luminosidade provocada pelo fluxo de elétrons

Núcleo demonstrado

Mas a descoberta dos elétrons sugeria que havia algo a mais para aprender sobre os átomos. O trabalho de Thomson revelou que os elétrons tinham carga negativa – mas ele sabia que os próprios átomos não tinham nenhuma carga. A conclusão foi de que eles deveriam conter partículas misteriosas com carga positiva para balancear a carga negativa dos elétrons.
Experiências no começo do século 20 identificaram essas partículas positivas e ao mesmo tempo revelaram a estrutura interna do átomo semelhante à de um sistema solar.
Ernest Rutherford e seus colegas pegaram folhas de papel alumínio bem finas e as colocaram sob um feixe de radiação com carga positiva. A maior parte da radiação passou para o outro lado, como Rutherford imaginava, já que a folha era bem fina. Mas surpreendentemente, parte dela bateu e voltou.
Rutherford então sugeriu que os átomos na folha de papel alumínio deveriam conter áreas pequenas e densas com cargas positivas, já que nada mais teria o potencial de refletir a radiação em um grau tão forte.
Ele havia encontrado as cargas positivas do átomo – e simultaneamente provou que ela estava concentrada em uma massa compacta de uma forma que os elétrons não estão. Em outras palavras, ele demonstrou a existência de um núcleo denso dentro do átomo.
(Crédito: Magictorch/Alamy Stock Photo)Image copyrightAlamy
Image captionTudo em nossa volta é constituído por átomos

Cálculo

Agora, a massa dos átomos podia ser estimada. Mas ainda havia um problema: os cálculos não batiam.
“Um átomo de carbono tem seis elétrons, e portanto seis prótons em seu núcleo – seis cargas positivas e seis negativas. Mas o núcleo de carbono não pesa seis prótons, ele pesa o equivalente a 12 prótons”, observa Harry Cliff, pesquisador da Universidade de Cambridge e curador do Museu da Ciência de Londres.
Logo se chegou à conclusão de que as outras seis partículas nucleares deveriam ter a mesma massa que os prótons, mas ter carga neutra: os nêutrons. Mas ninguém conseguia provar isso. Pelo menos até os anos 1930.
O físico James Chadwick já vinha trabalhando em sua teoria havia anos quando fez sua descoberta, em 1932.
Ele lançou raios gama, que têm carga neutra e alto grau de penetração, em uma substância que ele sabia ser rica em prótons. Surpreendentemente, os prótons foram empurrados para longe do material como se tivessem sido atingidos por partículas com a mesma massa – como bolas de bilhar atingidas por outras bolas de bilhar.
Os raios gama não são capazes de desviar os prótons dessa maneira, então Chadwick descobriu que as partículas em questão deveriam ter a mesma massa que os prótons, mas sem sua carga elétrica: eram os nêutrons.
(Crédito: Flirt/Alamy Stock Photo)Image copyrightAlamy
Image captionOs microscópios atômicos são capazes de nos mostrar átomos individuais

Ver para crer

Com a estrutura do átomo descoberta, o que faltava era uma imagem – muita gente só acredita no que pode ver.
Nos anos 1930 isso era impossível, mas o trabalho de cientistas como Thomson, Rutherford e Chadwick ajudou a criar mecanismos para produzir essas imagens, com microscópios eletrônicos, que usam feixes de elétron em lugar de raios de luz.
Um feixe de luz tem comprimento de onda milhares de vezes maior do que um feixe de elétrons, que assim é capaz de ser desviado por átomos minúsculos para gerar uma imagem que a luz é incapaz de captar.
Mas os átomos não estão simplesmente presentes nas coisas de maneira estável, esperando para serem examinados. Muitas vezes, eles estão em decomposição, o que significa que são radioativos.
Há vários elementos naturalmente radioativos. O processo gera energia, que forma a base da energia nuclear – e das bombas nucleares. O trabalho dos físicos nucleares envolve geralmente tentar entender as reações nas quais o núcleo do átomo passa por mudanças fundamentais como essa.
Após mais de dois séculos de pesquisas, os cientistas não somente descobriram como os átomos são, mas também suas estruturas complexas e as suas mudanças – muitas das quais ocorrem naturalmente.
E, ao estudarmos os átomos dessa forma, fomos capazes de desenvolver novas tecnologias, aproveitar a energia de reações nucleares e entender melhor o mundo que nos cerca.
Também aprendemos a nos proteger melhor da radiação e descobrir como os materiais mudam sob condições extremas.
“Considerando o quão pequeno um átomo é, é impressionante ver o quanto a física consegue tirar deles”, observa a física nuclear Laura Harkness-Brennan, da Universidade de Liverpool.
Leia a versão original desta reportagem em inglês no site BBC Earth.

Nasa tem 'chefe de defesa planetária' para proteger a Terra de asteroides


Parece uma HQ dos Vingadores, mas é a vida real. O mundo pode contar, a partir de agora com um "chefe de defesa planetária". A Nasa (agência espacial americana) criou em janeiro a nova divisão que será responsável por lidar com asteroides e cometas que passem astronomicamente "raspando" a Terra.
O dono da caneta é Lindley Neil Johnson, que queria ser astronauta, mas acabou sendo o homem com o trabalho curioso do mundo. Ele já participou de vários outros programas da agência.
Mais de 13.500 objetos (com variáveis níveis de risco) já foram detectados vagando perto do nosso planeta. Atualmente são 1.500 novos objetos encontrados por ano.
Um dos empreendimentos da "defesa espacial" é a sonda BOPPS, que vasculha o sistema solar buscando cometas.
Entre quarta (20) e quinta (21), por exemplo, quatro objetos passaram a uma distância entre 9,3 e 43,3 distâncias lunares daqui (a Lua fica a 384.000 km da Terra).
Parece longe, mas é os suficiente para o sinal amarelo na sala de comando. Os objetos têm entre 13 e 150 m de diâmetro e poderiam até destruir uma cidade no caso de uma colisão. O tamanho do dano depende tanto do tamanho quanto da velocidade relativa do objeto em relação à Terra.
Os resultados da missão Aida (encarregada de atingir e defletir um asteroide) é uma das apostas da Nasa e da ESA (Agência Espacial Europeia) para salvar o planeta de um cataclismo.
A ideia é parecida com a do filme "Armageddon" (1998), em que os astronautas-heróis usam uma bomba nuclear para tentar afastar um asteroide de sua rota de colisão com a Terra. A realidade é bem menos explosiva e acontecerá longe daqui.
Em 2020 está previsto o lançamento da primeira sonda, a AIM (a sigla significa "mira"), que orbitará o sistema binário de asteroides 65803 Didymos. Em 2021, será lançada a sonda Dart (dardo), cuja missão é colidir com o pedregulho espacial.
Com o impacto (previsto para outubro de 2022), espera-se que os 300 kg da Dart, à altíssima velocidade de 6,25 km/s, sejam suficientes para alterar a velocidade do asteroide menor em 0,4 mm/s.
Quase nada, mas o suficiente para alterar a interação entre os dois objetos. A sonda AIM estará lá orbitando o asteroide grandão (de 800 m de diâmetro), registrando e enviando as informações obtidas para a Terra.